Justiça do Amazonas tem mais de 19 mil processos de violência doméstica contra a mulher
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Mais de 19 mil processos relativos à violência familiar contra a mulher tramitam no Tribunal de Justiça do Amazonas, sendo 10.315 processos somente em Manaus. O número foi divulgado na manhã desta terça-feira (8) pela coordenadora da Comissão da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJAM, desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo.
“São números alarmantes e é importante que a sociedade saiba que o Poder Judiciário, por meio de seus juízes e juízas, servidores e servidoras, atuam diariamente para combater essa infame violência e com o objetivo de punir os agressores na forma da lei”, afirmou a desembargadora após o evento de abertura da “20ª Semana Justiça pela Paz em Casa”.
Diversas autoridades representando os órgãos que atuam na rede de proteção à mulher vítima de violência em parceria com o Judiciário estiverem presentes no evento.
A desembargadora enfatizou que, durante esta semana, serão realizadas mais de 1,2 mil audiências de instrução em processos que tratam de violência doméstica e familiar e tramitam nos três Juizados Especializados da capital e também nas comarcas do interior do estado.
A desembargadora alertou que o enfrentamento e a superação de indicadores tão negativos em relação à violência doméstica exigem a participação de toda a sociedade, ressaltando que o problema existe em todas as classes sociais e muitas vezes se manifesta na forma de violência psicológica.
“Talvez a pior delas, pois ninguém vê. A pancada aparece, mas a violência psicológica não aparece, e se encontra em todas as classes sociais, infelizmente”, disse a desembargadora.
Evento
A cerimônia que marcou a abertura dos trabalhos da “20ª Semana Justiça pela Paz em Casa” na capital aconteceu no hall do Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, zona Sul, onde funcionam os três Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (“Juizados Maria da Penha”).
A delegada-geral Emília Ferraz conclamou a sociedade a denunciar situações de violência doméstica. “Você não pode aceitar que alguém da sua família, um vizinho ou amigo seu seja vítima de violência. Acredite, seus dados serão preservados. O que queremos é ter acesso à informação para poder levar segurança para as mulheres que estão em casa”, afirmou a delegada.

