Guerra econômica: como funcionam as sanções contra a Rússia – e como o país tenta superá-las
Estados Unidos e União Europeia tentam isolar a economia russa do mercado global. Especialistas explicam como os bloqueios anunciados na última semana impactam diretamente o país.
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27/02 – Pessoas fazem fila para usar um caixa eletrônico em São Petersburgo, na Rússia, no domingo (27) — Foto: Anton Vaganov/Reuters
Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, na quinta-feira (24), muitos países, liderados pelo governo dos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), anunciaram sanções internacionais contra o país liderado por Vladimir Putin.
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De forma geral, essas medidas visam isolar a Rússia do mercado global, controlar de forma rigorosa a exportação e impactar diretamente o acesso do país à tecnologia de ponta.
“As sanções funcionam como grandes barreiras para reduzir o fluxo de comércio com os parceiros da Rússia. O objetivo econômico é fazer com que a Rússia perca espaço no ambiente internacional”, explica Juliana Inhasz, professora de economia do Insper.
Do outro lado, a Rússia adotou uma série de medidas para reagir às sanções e tentar proteger o rublo, sua moeda, e afastar a ameaça de implosão do sistema financeiro do país.
Como funcionam essas sanções?

União Europeia anuncia sanções contra bancos, empresas estatais e setores de energia e transporte da Rússia
Na prática, as sanções têm o objetivo de enfraquecer a economia russa. Assim, o país fica com menos dinheiro para comprar armas e arsenal para continuar a guerra.
Estados Unidos e UE pretendem fazer isso interrompendo as transações econômicas com bancos e empresas russas. Do lado dos EUA, também entram o corte da conexão do sistema financeiro do país com a maior instituição financeira da Rússia, o Sberbank, incluindo 25 subsidiárias.
Os impedimentos às transações com o Banco Central russo têm efeito de bloquear os recursos desse banco – o BC russo mantêm fortes reservas no exterior. Assim, ele não consegue mexer no dinheiro que tem fora da Rússia, explica Roberto Dumas, professor de economia internacional do Insper.
“O Banco Central russo tem US$ 630 bilhões de reserva internacional. Provavelmente, vai ter dois terços investidos em títulos públicos dos Estados Unidos, países da Europa, Japão. Mas o dinheiro está preso, a Rússia não consegue usar”, explica Dumas.
