China não aderirá a sanções contra Rússia, diz órgão regulador bancário
O país asiático, que se recusou a condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia, tem repetidamente criticado o que chama de sanções ilegais e unilaterais.
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Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Chiina, Xi Jinping, conversam durante reunião bilateral em Pequim, na China, em 4 de fevereiro de 2022 — Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/Pool via AP
A China não vai aderir à adoção de sanções contra a Rússia liderada pelo Ocidente, disse o órgão regulador bancário do país nesta quarta-feira (2). Para os chineses, o impacto dessas medidas será limitado.
O país asiático, que se recusou a condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia, tem repetidamente criticado o que chama de sanções ilegais e unilaterais.

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“No que diz respeito às sanções financeiras, nós não as aprovamos, especialmente as sanções lançadas unilateralmente, porque elas não funcionam bem e não têm fundamento legal”, disse Guo Shuqing, presidente da Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, em entrevista coletiva.
“Não participaremos de tais sanções. Continuaremos a manter as trocas econômicas e comerciais normais com as partes relevantes”, disse ele.
Aproximação entre os dois países
China e Rússia têm se aproximado cada vez mais nos últimos anos, inclusive como parceiras comerciais. O comércio total entre os dois países saltou 35,9% no ano passado, para um recorde de 146,9 bilhões de dólares, segundo dados da alfândega chinesa, com a Rússia servindo como uma importante fonte de petróleo, gás, carvão e commodities agrícolas e registrando superávit comercial com a China.
“O impacto das sanções na economia e no setor financeiro da China até agora não é muito significativo”, acrescentou Guo. “No geral, elas não terão muito impacto (na China), mesmo no futuro.”

