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Cerca de 10 flutuantes surgem todos os meses em Manaus, diz prefeitura

O crescimento desordenado tem impactado diretamente o meio ambiente. Novos licenciamentos estão suspensos, por enquanto.

Associações ligados ao turismo se reuniram nessa terça-feira (23) — Foto: Manauscult/Reprodução

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Todos os meses, 10 novos flutuantes são construídos na região do Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, de acordo com dados da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult). O crescimento desordenado tem impacto diretamente o meio ambiente.

Nessa terça-feira (22), diversas associações ligadas ao turismo realizaram uma reunião sobre o ordenamento e regularização dos mais de 600 flutuantes para inclusão no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).

Por enquanto, estão suspensos novos licenciamentos ambientais para a concessão do espelho d’água.

“Nosso objetivo aqui não é discutir problemas, mas apontar soluções. Em consenso, acordamos com o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, vinculado ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado do Amazonas, o SIGRH/AM, a suspensão de novos licenciamentos ambientais para concessão do espelho d’água até que se tenha um Plano Normativo para Flutuantes Turísticos e a formulação e conclusão do Plano da Bacia Hidrográfica do Tarumã”, pontuou a diretora de Turismo da Manauscult, Oreni Braga.

O objetivo das oficinas é garantir o maior controle da atividade, promover o ordenamento, a proteção ambiental e a geração de emprego e renda não apenas na capital, mas, também, no interior do estado.

Dados recentes da Associação de Flutuantes Turísticos do Tarumã (Afluta) apontam que o meio de hospedagem movimenta R$ 4.320.000 por ano, em diárias, com notável importância para o desenvolvimento do setor.

Ao longo da capacitação, facilitada pelo sargento da Capitania dos Portos, Julimar da Silva Brito, foi explicada a importância das pessoas que trabalham com os flutuantes buscarem a regularização.

“Todos os empreendimentos que estão legalizados estão contribuindo para a segurança da navegação e para o ordenamento do espaço aquaviário”, destacou.

Para a diretora de Desenvolvimento e Turismo da Amazonastur, Isadora Alfaia, a realização dessas oficinas demonstra que o estado e o município não têm a intenção de punir ou agir de forma coercitiva, mas, trazer conhecimento. “Com a regulamentação e capacitação, esses empresários terão condições de atender os turistas de forma ordenada e segura”, enfatizou.

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